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terça-feira, 11 de novembro de 2008

Poder no gráfico do seu computador

A Nvidia acaba de lançar o que ela descreve como "a placa de vídeo profissional mais potente na história dos gráficos" - a Quadro FX 5800, que vem com 240 dos núcleos gráficos independentes CUDA da Nvidia para operar parte da carga geralmente lidada pelo processador principal, além de 4 GB de memória gráfica, outro índice que dizem ser o primeiro.

A 5800 é voltada mais para visualizações científicas e médicas, além de renderizações tridimensionais insanamente complexas; daí, você até consegue imaginar a maior parte dos seus jogos rodando com uma taxa de quadros por segundo decente.

O preço: 3,5 mil dólares.

O único problema dessa placa é a falta de assecibilidade a usuários que não tenham muito poder aquisitivo.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Google e Meio ambiente

O Google, gigante das buscas e publicidade na Internet, cada vez mais considera o setor de energia como possível oportunidade de negócios.

Desde que foi criada, a empresa investiu centenas de milhões de dólares para melhorar a eficiência energética de seus centros de processamento de dados, que consomem muita energia. A divisão de filantropia do grupo realizou pequenos investimentos em tecnologias de energia limpa.

Mas nas últimas semanas, o presidente-executivo do Google, Eric Schmidt, deu a entender que a empresa tinha interesses mais amplos no setor de eletricidade. Ele também se uniu a Jeffrey Immelt, o presidente-executivo da General Electric, para anunciar que as duas empresas colaborariam quanto ao desenvolvimento de normas e tecnologias para melhora da rede elétrica. Os esforços poderiam incluir a oferta de ferramentas de energia para uso pelos consumidores.

Enquanto isso, os engenheiros do Google esperam apresentar em breve ferramentas que possam ajudar os consumidores a tomar melhores decisões sobre seu uso de energia.

E embora a unidade filantrópica da empresa, conhecida como Google.org, tenha investido em empresas iniciantes de energia como um grupo que utiliza pipas para recolher energia eólica, agora a companhia está considerando investimentos pesados em projetos que gerariam eletricidade de fontes renováveis.

"Queremos ganhar dinheiro e queremos exercer um impacto", disse Dan Reicher, diretor de iniciativas de energia e de combate às alterações climáticas na Google.org.

O momento talvez não seja o mais propício. Com uma recessão já em curso e a queda nos preços do petróleo, é possível que os investidores pressionem o Google a moderar suas ambições no campo da energia.

As ações da empresa perderam mais de metade de seu valor desde o ano passado, e alguns analistas se queixam de que ela tem um longo histórico de se envolver com iniciativas novas e nem sempre bem sucedidas. O Google continua a depender de um negócio apenas - a veiculação de pequenos anúncios de texto vinculados a resultados de busca, em seu site, e em posições contextuais em outros sites - para a maior parte de sua receita.

O sucesso do Google online não garante sucesso no setor de energia. Mas nada disso impediu que o Google se envolvesse de maneira mais profunda no setor de energia alternativa. Para apoiar esses esforços, a empresa contratou crescente número de profissionais, que estão conduzindo pesquisas sobre energias renováveis - engenheiros, antigos funcionários das agências de energia do governo, cientistas e até mesmo um antigo astronauta da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa), cuja experiência prática no uso de toda espécie de equipamento eletrônico está sendo aplicada ao desenvolvimento de ferramentas de energia para os consumidores.

"Eles são muito ativos no ramo da energia", disse Daniel Kammen, professor do grupo de energia e recursos naturais da Universidade da Califórnia em Berkeley e assessor de energia da campanha de Barack Obama. "O Google está na vanguarda não só em termos de dinheiro como em termos de recursos humanos".

No ano passado, a empresa revelou uma ambiciosa iniciativa chamada RE

O esforço também inclui um grupo pequeno mas crescente de engenheiros, na companhia, que estão conduzindo pesquisas e desenvolvimento de tecnologias desse tipo, que o Google afirma podem vir a ser comercializadas no futuro.

O Google.org também anunciou no ano passado um projeto para o desenvolvimento de veículos híbridos com baterias recarregáveis via tomada. Para criar ampla disponibilidade, a rede elétrica teria de ser atualizada de modo a permitir que automóveis sejam carregados em múltiplos locais, e de uma maneira que permitisse que os consumidores da energia sejam cobrados por isso.

A empresa diz que estão interessada em desenvolver tecnologia que apóie essas evoluções, bem como outras ferramentas que operem na interseção entre a energia e a tecnologia da informação, a exemplo de relógios de luz "inteligentes". A parceria com a GE tem por objetivo, ao menos em parte, explorar algumas dessas oportunidades.

O Google é conhecido por agir de maneira sorrateira. O serviço de buscas manteve suas ambições no ramo de publicidade ocultas durante alguns anos, uma estratégia que a ajudou a se tornar a empresa dominante de tecnologia no Vale do Silício. E com reservas de caixa de US$ 14,5 bilhões em seus cofres, dispõe de amplos recursos para continuar investindo em novos empreendimentos de energia.

Os esforços do Google na área da energia continuam relativamente modestos. A empresa há muito vem dizendo que dedica 70% de seus recursos ao segmento de buscas e publicidade que forma seu negócio central, outros 20% a segmentos relacionados, como diversos aplicativos disponíveis via Internet, e 10% a projetos estratégicos de longo prazo. O trabalho no ramo de energia se enquadra a essa última categoria.

Mas há investidores que podem considerar que até mesmo uma divisão como essa representa exagero.

"Com a queda das ações a menos da metade de seu valor e a crescente frustração dos acionistas, muitas dessas iniciativas serão colocadas em questão", disse Ross Sandler, analista da RBC Capital Markets. "O Google é uma empresa de buscas e publicidade. O momento é de apertar os cintos. Eles deveriam se concentrar em seu negócio principal".

E outras pessoas continuam a levantar questões sobre alguns dos objetivos da empresa.

"Os caras do Vale do Silício têm essa idéia de que será possível obter energia solar mais barata que a energia gerada pela queima de carvão", diz John White, diretor executivo do Centro de Tecnologias de Energia Eficiente e Renovável. "Para mim, essa é a idéia errada. Não acredito que precisemos de energia solar mais barata que o carvão para que haja sucesso. O foco deveria estar no investimento e em como colocar essa tecnologia no mercado".

Os interesses comerciais e filantrópicos do Google pela energia emergiram, em larga medida, da interseção entre o idealismo que move a empresa e seus objetivos de negócios.

O Google se esforça imensamente para ocultar o quanto seus centros de processamento de dados consomem de eletricidade. A empresa afirma que o uso de energia de suas instalações é uma informação que poderia servir para que rivais descobrissem segredos sobre seus métodos, algo que ela vê como uma de suas vantagens competitivas.

Ainda assim, diversos relatórios permitem que se faça idéia sobre as dimensões de seus centros de dados. Acredita-se que a companhia opere cerca de duas dúzias de centros de processamento de dados, de tamanhos diferentes, espalhados pelo mundo. Alguns deles, como o que a empresa construiu em The Dalles, Oregon, acionado em larga medida por energia hidrelétrica, estão entre os maiores do setor. Duas pessoas familiarizadas com a operação daquele centro de processamento de dados, que falaram sob a condição de que seus nomes não fossem revelados, dizem que ele consome cerca de 50 megawatts de energia, o suficiente para abastecer 37,5 mil residências, mas que foi construído para operar com capacidade ainda maior.

O Google não mantém uma separação clara entre as atividades de energia de sua porção corporativa e as da Google.org. Uma recente reunião sobre os planos do segmento incluía funcionários vindos dos dois lados. O Google.org foi estabelecido não como uma organização filantrópica tradicional, mas como uma divisão do Google que pudesse lucrar com seus investimentos e assim, ao contrário das organizações sem fins lucrativos tradicionais, ter o direito de fazer lobby.

Os executivos responsáveis pelo desenvolvimento de negócios no Google, bem como alguns dos engenheiros especializados em energia na empresa, trabalham com o Google.org para tomar decisões de investimento. Reicher, antigo secretário assistente de conservação de energia e energia renovável no governo Clinton, disse que os investimentos do Google.org eram direcionados primordialmente a promover uma agenda ambiental. Mas o Google mesmo está pensando em projetos que requereriam uso mais intenso de capital, entre os quais alguns que envolveriam geração de energia renovável em escala comercial.

"Se realizarmos esses investimentos", disse Reicher, "seria mais para fins de lucro do que para fins de impacto".


The New York Times

terça-feira, 4 de novembro de 2008

PC's podem ficar muito mais rapidos

O grupo tecnológico Sun Microsystems está trabalhando em uma tecnologia que substituirá as conexões entre chips para conexões a laser, o que permitiria fabricar computadores milhares de vezes mais rápidos. A empresa anunciou hoje que recebeu um contrato do Pentágono americano no valor de US$ 44 milhões para desenvolver esta tecnologia.

Na prática, a Sun Microsystems está tentando substituir os pequenos cabos que conectam os chips nos computadores por conexões a laser que poderiam transportar dezenas de milhares de bits por segundo. Caso obtenha sucesso, o resultado serão computadores milhares de vezes mais rápidos do que conhecemos hoje e que, além disso, serão mais eficientes porque gerarão menos corrente elétrica e calor.

A empresa compara os processos dos atuais microprocessadores com uma estrada, onde os veículos se movimentam mais devagar quando pegam uma saída. Igualmente, os sinais elétricos se movimentam mais devagar quando viajam entre os chips. Sua substituição por feixes de luz laser solucionaria o problema.

Greg Papadopoulos, responsável de tecnologia e pesquisa e desenvolvimento da companhia, disse em comunicado que as comunicações ópticas "poderiam modificar as regras do jogo em tecnologia". Segundo alguns especialistas, este programa poderia acabar com a lei Moore formulada pelo fundador da Intel Gordon Moore, que afirma que o número de transístores dos chips informáticos duplica a cada dois anos, o que de fato se cumpriu nas últimas três décadas.

A Sun Microsystems trabalha neste experimento com as universidades da Califórnia em San Diego e Standford e com as companhias Luxtera e Kotura.

Pré-beta de Windows 7 se espalha pela Internet

Não demorou muito para que a versão pré-beta do próximo sistema operacional da Microsoft, Windows 7, aparecesse na Internet depois de ter sido cedida aos participantes da Professional Developer Conference, convenção da companhia em que o sistema foi mostrado.

Segundo o site Tech.Blorge, no dia 29 de outubro - um dia depois do evento - os arquivos de instalação da versão inicial do sistema já podiam ser encontrados em diversos sites dedicados à tecnologia BitTorrent.

Os instaladores do Windows 7 podem ser obtidos em portais conhecidos como The Pirate Bay e Mininova tanto na versão de 32 bits quanto de 64 bits, sendo que a primeira é a que mais atrai a atenção dos internautas. São diversas cópias disponíveis, com algumas sendo baixadas por 7 mil pessoas simultaneamente - o que garante um download rápido, já que na tecnologia BitTorrent quanto mais parceiros disponibilizarem o arquivo, mais partes estão disponíveis para download simultâneo e, portanto, maior é a quantidade de dados baixados por segundo.

O site CNet esclarece, todavia, que as versões para download não são as últimas disponíveis, com a barra de tarefas revista. Alguns usuários afirmam que "não há nada novo na versão" e recomendam não perder tempo com o download, ficando mesmo com o Windows Vista.

Vale lembrar também que embora os sites noticiem a versão disponível para download como "estável", é uma versão em estágios primários de desenvolvimento e que não são apropriadas para o usuário comum ou menos ainda para uso em bases diárias.

O mundo pirou: Casamento com mangá

O japonês Taichi Takashita iniciou uma campanha online através de uma petição na tentativa de viabilizar o casamento entre seres humanos e personagens de quadrinhos e desenhos animados.

Segundo o site TechRadar, a idéia já recebeu o apoio de mais de mil internautas. Um dos participantes declarou entusiasmo à proposta, afirmando que "por muito tempo só foi capaz de se apaixonar por pessoas em duas dimensões".

Takashita afirma em sua petição se sentir mais atraído pelo mundo 2D, e declara frustração com o mundo tridimensional. "Eu gostaria mesmo de me tornar um residente do mundo de duas dimensões", explicou acrescentando que, enquanto a tecnologia moderna não permite algo assim, gostaria de ao menos ser casado legalmente com personagens fictícios.

Embora estranho, no Japão é comum que personagens de histórias em quadrinhos e animações se tornem tão populares que ganhem status de celebridade, ressaltou o site inglês Metro.

O criador da petição online pretende coletar mais de um milhão de assinaturas na tentativa de convencer o governo a autorizar tais casamentos e assim se casar com a personagem Mikuru Asahina, do mangá Haruhi Suzumiya.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Software duplica chaves usando fotos tiradas a 60m de distância

Existem serralheiros habilidosos por aí que são capazes de reproduzir uma chave a partir de imagens de alta resolução, mas este novo software desenvolvido por cientistas da computação da Universidade da Califórnia em San Diego simplificou o processo a um nível assustador. Na verdade, o sistema Sneakey* é capaz de reproduzir uma chave com uma simples imagem meio granulada tirada por um celular ou, em certos casos, a partir de uma foto tirada a 60 metros de distância com uma lente de 5".

"O programa é simples. Você precisa clicar na foto para informar onde está o topo da chave e em alguns outros pontos de controle. A partir daí, ele normaliza o tamanho e a posição da chave. Como cada pixel corresponderá a uma determinada distância, ele é capaz de analisar com precisão a altura de cada ranhura da chave", explica Benjamin Laxton, o primeiro autor do trabalho que acaba de lhe render um Mestrado em Ciências da Computação na Universidade da Califórnia em San Diego.

Os pesquisadores não liberaram o código para o público, mas eles dizem que qualquer um com um bom conhecimento em MatLab e técnicas de visualização computacional é capaz de criar um sistema semelhante sem grandes dificuldades. A sugestão deles: cuide das suas chaves como você cuidaria do seu cartão de crédito.

* NT: o nome do sistema é uma inteligente união - infelizmente impossível de se traduzir - das palavras "sneaky" com "key", que significam, respectivamente, "furtivo" (ou "sorrateiro") e "chave".

Motorolla briga na área de telefones móveis


A Motorola não esconde as garras na hora de brigar pela área dos telefones móveis com câmera. Lançado há pouquíssimo tempo lá fora, o ZN 5 foi desenvolvido pela Kodak (exatamente, aquela empresa que você vê em caixinhas amarelas desde pequeno) para ser uma boa máquina fotográfica que também pode servir como celular.

São 5 megapixels que, com uso de Wi-Fi ou GPRS, podem ser enviados para a web na mesma hora. Em alta velocidade, a máquina promete captar objetos em movimento com nitidez, e outros recursos como flash de xenon, auto-foco inteligente e redutor de olhos vermelhos. Vale ressaltar que os megapixels não são tudo numa câmera, portanto, não seja precipitado ao julgar a capacidade deste pequeno aparelho em tirar retratos.

O design agrada os que gostam de gadgets finos - em todos os sentidos da palavra. Tem bons recursos e não deixa a dever na reprodução de MP3. Também é possível transferir arquivos pelo seu Bluetooth Stereo. O único ponto negativo é que não possui 3G e isso pode afastar alguns possíveis compradores.

A investida parece ser um modo de pegar outra fatia do mercado de “celulares multimídia”, já que os telefones musicais são o porto seguro da Sony Ericsson. Não há previsão de chegada do ZN5 ao Brasil, mas lá fora ele pode ser encontrado por US$ 360. Desbloqueado.


Guilherme Henrique Pavarin de Carvalho