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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Motorolla briga na área de telefones móveis


A Motorola não esconde as garras na hora de brigar pela área dos telefones móveis com câmera. Lançado há pouquíssimo tempo lá fora, o ZN 5 foi desenvolvido pela Kodak (exatamente, aquela empresa que você vê em caixinhas amarelas desde pequeno) para ser uma boa máquina fotográfica que também pode servir como celular.

São 5 megapixels que, com uso de Wi-Fi ou GPRS, podem ser enviados para a web na mesma hora. Em alta velocidade, a máquina promete captar objetos em movimento com nitidez, e outros recursos como flash de xenon, auto-foco inteligente e redutor de olhos vermelhos. Vale ressaltar que os megapixels não são tudo numa câmera, portanto, não seja precipitado ao julgar a capacidade deste pequeno aparelho em tirar retratos.

O design agrada os que gostam de gadgets finos - em todos os sentidos da palavra. Tem bons recursos e não deixa a dever na reprodução de MP3. Também é possível transferir arquivos pelo seu Bluetooth Stereo. O único ponto negativo é que não possui 3G e isso pode afastar alguns possíveis compradores.

A investida parece ser um modo de pegar outra fatia do mercado de “celulares multimídia”, já que os telefones musicais são o porto seguro da Sony Ericsson. Não há previsão de chegada do ZN5 ao Brasil, mas lá fora ele pode ser encontrado por US$ 360. Desbloqueado.


Guilherme Henrique Pavarin de Carvalho

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Tráfego de dados pode estrangular rede móvel no Brasil em 2011

Um levantamento realizado pela Nokia Siemens Networks mostra que o tráfego de dados pelas redes de celular deve dar saltos de 90% de crescimento ao ano e esgotar a atual capacidade de espectro disponível em 2011.

A companhia projeta que o número de usuários de redes de terceira geração, que deve fechar 2008 em 3,5 milhões de pessoas, evolua para 100 milhões até 2013. Na medida em que estiverem em redes que permitem o tráfego de dados, os usuários devem usar cada vez mais o celular para conexões à Internet.

Hoje, segundo a companhia, os assinantes utilizam menos de 5 MHz da banda disponível na terceira geração do país, que é de um total de 115 MHz, já que as redes 3G foram lançadas há menos de um ano, no final de 2007.

Esse total de espectro deve ser alcançado em 2011, enquanto a demanda projetada para 2013, por exemplo, é mais que o dobro da banda existente, ou 250 MHz.

O tráfego de dados projetado para este ano pelas redes móveis, de 35 gigabits por segundo, deve chegar a 1.700 gigabits por segundo em 2013.

Segundo Armando Almeida, presidente da Nokia Siemens, o cálculo da companhia não leva em conta uma possível redução no consumo diante da crise. "Ainda é relativamente cedo para avaliar como a crise vai afetar a demanda", disse em encontro com a imprensa na Futurecom 2008.

Segundo ele, a companhia "não vê que isso (a crise) possa afetar o tráfego" e nem espera aumento nos custos do serviço ao cliente.

A preocupação com o espectro também foi citada nesta quarta-feira pelo presidente da Vivo, Roberto Lima. Segundo ele, mais que os recursos financeiros, "um recurso limitado é o espectro" e, se a questão não for bem solucionada, pode inibir a oferta do serviço.

"Não podemos lançar um serviço e depois limitar o uso. É para consumir mesmo. Por isso, o espectro vai ter de ser rearranjado", afirmou Lima.

A Nokia Siemens afirma que vai ser preciso um estudo conjunto entre governo, operadoras e fornecedores para buscar uma solução que não iniba o consumo nem prejujdique a qualidade oferecida. A fabricante defende o uso de tecnologias mais eficientes por parte das operadoras, como as baseadas em IP, para aproveitar melhor o espectro disponível.