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quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Para mães, Internet é tão perigosa quanto drogas

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos divulgou que cerca de dois terços das mães de adolescentes se preocupam tanto ou mais com a segurança de seus filhos adolescentes na Internet quanto com a direção sob efeito de álcool (62%) e com experiências com drogas (65%).

O estudo, encomendado pela McAfee, entrevistou mais de mil adolescentes entre 13 e 17 anos e suas mães.

A pesquisa apontou que a maior dificuldade para as mães é controlar o que seus filhos fazem na Internet, já que 32% deles admitem limpar o histórico de navegação quando acabam de usar o computador, e 16% criaram contas de e-mail ou perfis em sites de relacionamento para esconder dos seus pais o que fazem na web.

Uma das conclusões dos pesquisadores foi que as mães estão se iludindo em relação ao que seus filhos fazem na web. Embora 72% tenham um acordo verbal com os adolescentes sobre o que é ou não permitido na rede, 63% dos jovens disseram saber como esconder dos pais o que fazem online.

Enquanto algumas mães optaram por participar de redes sociais para observar de perto o filho, muitas monitoram o uso da web em segredo - 59% admitiram verificar o histórico de navegação dos adolescentes.

A segurança dos adolescentes quando estão sozinhos em seus quartos é motivo de preocupação para 44% das mães. Uma entre quatro mães se preocupa mais com o que os adolescentes fazem na Internet do que aquilo que fazem quando estão fora de casa.

A divulgação de dados pessoais na web preocupa 58% das mães, e não por acaso: segundo a pesquisa, 52% dos adolescentes já divulgaram informações pessoais a desconhecidos pela web, e 34% das adolescentes forneceram fotografias ou descrições físicas de si mesmas a desconhecidos.

Redação Terra

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Quem diria? Internet pela rede elétrica

Brasil terá acesso pela rede elétrica. Ela será mais rápida, barata, fácil de ligar e não vai interferir na luz da sua casa

Em breve luz e internet correrão pela mesma fiação. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) finalizou na segunda-feira 29 a consulta pública que servirá de base para a elaboração do padrão brasileiro de internet por rede elétrica. Para um país continental, essa tecnologia significará, sobretudo, a sua democratização. Afinal, a energia elétrica chega a 95% do País - vale incluir o interior da Amazônia, os confins da caatinga ou uma praia praticamente deserta. Como não é necessária a implantação de infra-estrutura, o acesso ocorrerá também em edificações antigas - basta ter fio e tomada.

A instalação será feita com um modem especial que conecta a saída de cabo de rede à tomada. Há duas tecnologias disponíveis: o Power Line Communications (PLC), que permite diversos tipos de banda, e o Broadband over Power Lines (BPL), conhecida como banda larga.

Os sinais da internet possuem uma freqüência própria, ou seja, não interferirão na luz de sua casa. O problema é que essa freqüência é a mesma em que navegam certas ondas de rádio. Sem isolamento, pode haver interferência em rádios importantes - da polícia, por exemplo.

200 Mbps é a velocidade que pode chegar a banda larga pela rede elétrica. O número é muito superior aos padrões brasileiros - hoje as conexões mais rápidas no País não ultrapassam 30 Mbps

Tatiana de Mello